Rose Marinho Prado, sou criadora da proposta de redação. Para aulas particulares, ligue 32713311 (só aula de um em um. JaMAIS EM GRUPO. Tb aos domingos nestes tempos de ENEM/FUVEST E OUTROS. VOU TRABALHAR NO NATAL E ANO NOVO. COBRO POUCO, ENTENDO A CRISE DO PAÍS)
* dica: acesse o vídeo. Nele oriento meu aluno André que vai fazer Med.
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “como manter o Brasil seguro em relação ao terrorismo que assola muitos outros países do planeta”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
Instruções Enem:
1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
3. A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
4. A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
5. A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
6. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.
''Rio - O país do futebol,
reconhecido mundialmente pelo talento dos atletas com a bola nos pés, é também
o que mais produz vítimas fatais de violência entre as torcidas organizadas. A
morte do botafoguense Diego Silva dos Santos, de 28 anos, do lado de fora do
Engenhão no domingo, foi a de número 177 nos últimos 17 anos, uma média de mais
de 10 mortes por ano.
Se considerarmos que há poucos jogos
nos meses de dezembro e janeiro, é praticamente uma morte a cada mês. “Entra
ano, sai ano e o problema continua sem solução. Falta planejamento,
organização, interesse e responsabilidade das autoridades para resolver esta
questão”, aponta o sociólogo Maurício Murad, professor da Universidade Salgado
de Oliveira. Os números estão no seu recém-lançado livro ‘A Violência do
Futebol: novas pesquisas, novas ideias, novas propostas’.
Dois outros torcedores feridos no
confronto de domingo continuam internados no Hospital Salgado Filho, no Méier.
Anderson Firmo da Silva, integrante da Torcida Jovem do Botafogo, foi operado e
continua em estado grave. Já Evanildo Fernandes não corre risco de perder a
vida. Outros cinco torcedores feridos no clássico foram liberados ainda na
noite de domingo.
Ontem, familiares de Diego negaram que
ele fizesse parte de torcidas organizadas, o que foi desmentido por diversas
fotos que circularam nas redes sociais mostrando que o torcedor era integrante
da Fúria Jovem, uma das maiores facções alvinegras. Em seu perfil no Facebook,
Diego fazia várias postagens de apologia à violência entre torcidas, bem como a
Deus, Jesus Cristo e à família. Na página oficial no Facebook, a Fúria Jovem
referiu-se a Diego como “amigo que se foi”, e disse “nenhum sangue será
derramado em vão”. A morte do torcedor teve requintes de crueldade, com golpes
de espeto de churrasco no tronco e no rosto.
(...) A guerra nos arredores do Engenhão
reacendeu o debate em torno da existência das torcidas organizadas. Maurício
Murad nada contra a maré do senso comum que, a cada caso de violência, pede a
extinção das torcidas organizadas no futebol brasileiro. “Não resolveria nada.
Temos que matar o carrapato, não o gado. As torcidas organizadas são
responsáveis por festas incríveis. Mas elas têm 5% de idiotas, marginais, que
precisam ser punidos de forma exemplar", pede Murad.
O clássico de domingo é citado pelo
pesquisador como um bom exemplo do que não se deve fazer quando o assunto é
torcida organizada. Punidas por episódios de violência, as principais torcidas
organizadas do Flamengo não puderam entrar no estádio uniformizadas, com
bandeiras, faixas e instrumentos musicais. Nada disso impediu a barbárie do
lado de fora.
“Se você regulamenta a torcida e
identifica o torcedor, fica mais fácil punir. No estádio, ele está engaiolado.
E filmado. Na clandestinidade, fora do estádio, o marginal produz ainda mais
violência. Desde 1990, 90% dos episódios de violência ocorrem foram dos
estádios. Mas ninguém se dá conta disso. Punindo as torcidas, e não os
bandidos, você prejudica o espetáculo, que perde a festa, e não diminuiu a
violência”, alerta.
As soluções para o problema, segundo
Murad, não são simples. É preciso vontade política das autoridades e
participação efetiva dos clubes neste processo, com o fim de subsídios aos
grupos de torcedores. http://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2017-02-14/violencia-mata-dez-torcedores-por-ano.html
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[...] o simples fato de se terem transformado em massa os torna possuidores de uma espécie de alma coletiva. Esta alma os faz sentir, pensar e agir de uma forma bem diferente da que cada um sentiria, pensaria e agiria isoladamente. Certas ideias, certos sentimentos aparecem ou se transformam em atos apenas nos indivíduos em massa. (apud Freud, 2011/1920, p. 18)
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A imagem de um time de futebol deve ser a de um grupo vigoroso, viril, que responde aos desafios, mas não a da violência, da morte, da estupidez. É preciso difundir a ideia de que só existe disputa esportiva a partir de regras. De que os grandes jogadores de futebol foram aqueles que até catimbaram, mas não romperam as regras de maneira visível, clara. De que a jogada limpa, de talento, é a que interessa - não adianta ser campeão com um gol de mão. Essas regras que estão funcionando no campo também têm que funcionar para as torcidas. Trazer para o debate público não só qual é o bom jogador que o torcedor quer ver no campo, mas também o bom torcedor que o jogador quer ver nas arquibancadas. Roberto da Matta. http://www.estadao.com.br/noticias/geral,o-show-precisa-parar,1003628
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''O agenciamento psicológico, emocional e social que o futebol proporciona é muito forte. Sobretudo, dentro de certas camadas sociais que têm reclamações, frustrações, que vivem o drama da desigualdade - e, ao mesmo tempo da igualdade, que o futebol proporciona a eles. É algo que identifico muito claramente nos trabalhos que fiz sobre o futebol: ele proporciona essa experiência de justiça, de igualdade e de revanche. E também (...)uma experiência de agressividade que não passa por agressividade. Feita sob o manto do coletivo''. adaptado.Roberto da Matta. http://www.estadao.com.br/noticias/geral,o-show-precisa-parar,1003628
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( ...)O amor pelo time, essa paixão desabrida que tem levado a arrebentar alambrados, machucar e até matar é o que a gente tem que discutir. Qual é o limite do torcedor? É evidente que isso é a expressão e o sintoma de algo que acontece mais amplamente na sociedade brasileira. Nós estamos carentes da discussão de limite. (...) Há um sentimento perigoso no ar, que é o seguinte: "Agora que nós temos liberdade, vivemos numa democracia, eu posso fazer tudo o que quero".'' Adaptado. Roberto da Matta, antropólogo. http://www.estadao.com.br/noticias/geral,o-show-precisa-parar,1003628
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No entanto, quando se fala em raízes, temos que considerar mais
a questão macroestrutural. Nós ainda vivemos em uma sociedade em que a
violência é predominante em várias esferas. Sendo assim, tem-se o uso abusivo
de armas de fogo, o que tem uma relação com o crescimento de homicídios no
futebol.
Mais do que isso, as condições
de moradia são precárias, a juventude está ociosa e a qualidade das escolas é
muito baixa. Apesar de nos últimos anos ter-se aberto mais o acesso da
população à escola, a qualidade do ensino caiu muito.
Essa questão da escolaridade de
baixa qualidade desestimula os jovens ao estudo e faz com que eles não tenham
projetos de vida em sociedade, o que os leva a procurar os seus iguais em
grupos em que as maneiras de expressar, via de regra, são pela violência.
Outro
ponto que deve ser destacado nessa questão das raízes é a exacerbação dos
valores de masculinidade expressos por meio do futebol e por meio do esporte
espetáculo, de modo geral, o que criou a cultura de que o esporte é para os
homens, de maneira que, demonstrar nesses ambientes futebolísticos que se é
agressivo, violento e forte, passa a ser uma marca distintiva de gênero, de
masculinidade. Isso é uma questão mundial, não só brasileira, e que se atribui
como a principal raiz da violência relacionada ao futebol.https://universidadedofutebol.com.br/heloisa-reis-sociologa/......................................................
Realizei um estudo aprofundado sobre a Espanha, questionando por
que diminuiu a violência por lá. Como houve essa redução? Quais eram as raízes
dessa violência?
A pesquisa abordou a Europa de
maneira geral, porque as ações tomadas na Espanha foram motivadas por um
convênio feito no continente em 1985, o que também serviu de base para o que
foi realizado na Inglaterra.
É gritante a diferença entre o
que se observa no Brasil e o que se faz na Europa. Isso habita exatamente nas
questões sobre as quais conversamos de maneira mais detalhada, que passam por
uma legislação específica, muito bem elaborada e detalhada, que fez com que
praticamente zerasse a impunidade nesses países. Realmente, as pessoas que
cometem atos de violência são punidas e se tornam casos exemplares, o que
desmotiva outras pessoas a fazerem o mesmo.
Simultaneamente a esses
trâmites legais, houve a remodelação de todos os estádios, de maneira que se
deu condições de conforto e segurança a todos os torcedores. Além disso, houve
uma mudança radical no que se refere à venda de ingressos, motivando as pessoas
a comprarem as entradas por temporada, o que minimizou muitos problemas de
conflitos na busca por ingressos. Isso, no Brasil, é um dos fatores que mais
gera conflitos: ninguém consegue comprar entradas nas bilheterias oficiais,
para conseguir é preciso ficar de cinco a sete horas na fila, e ingressos de
estudante acabam muito rápido, entre outros agravantes na situação.
Nesses países da Europa sobre
os quais estamos falando, também há uma polícia especializada, altamente
qualificada e competente para lidar com o público que vai aos estádios.
Resumidamente, essas mudanças,
que são necessárias no Brasil, foram realizadas na Espanha e na Inglaterra,
juntamente com campanhas educativas, que lá foram feitas em menor quantidade do
que eu acredito que precise ser feito no Brasil, porque, nesses países
europeus, a população tem educação pública de qualidade, tem, de fato, direitos
de cidadão, o que ainda não conquistamos no Brasil, além de terem instituições
públicas que protegem o cidadão. Ou seja: existe, verdadeiramente, cidadania
nesses países-modelo; no Brasil, não. https://universidadedofutebol.com.br/heloisa-reis-sociologa/
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As pesquisas inglesas, de Norbert Elias e Eric Dunning, que
foram os principais estudos sobre violência nos anos 1980 e 1990, verificaram
que a imprensa falada e a escrita têm grande responsabilidade sobre a violência
no futebol, principalmente quando a televisão repete muitas vezes cenas de
violência ou quando o jornal utiliza palavras bélicas para relatar os fatos
ocorridos no futebol.
O que foi feito, em termos de
legislação, na Espanha, para minimizar essa questão? O sindicato da imprensa
foi chamado por uma comissão e foi elaborado um termo de ajuste de conduta para
que não se repetissem cenas de violência em dias de jogos, ou mesmo de invasão
de campo. As imagens de brigas não podem ser exibidas mais do que três vezes
durante seis segundos por uma mesma emissora de TV, no mesmo dia. Já as
invasões de campo não devem ser veiculadas para não incentivar outras pessoas a
agirem da mesma maneira.
Na final da Copa do Mundo da
Alemanha houve uma invasão de campo, e o Galvão Bueno comentou que nenhuma
emissora do mundo estava transmitindo o acontecido, somente a “Globo”. Mal
sabia ele que essa é uma política do Conselho da Europa para que não haja
incentivo à invasão de campo.
Para quem gosta de ser o centro
das atenções e nunca invadiu um campo, as imagens de invasões podem ser um
chamariz. Como o principal motivo dessas pessoas é a aparição pelos meios de
comunicação, essas mídias não estimulam as invasões dos campos, deixando de
mostrar esse tipo de situação. https://universidadedofutebol.com.br/heloisa-reis-sociologa/

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