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Faça uma dissertação, estilo Fuvest.
A liberdade de expressão é um direito adquirido pelos brasileiros, após o fim da ditadura. Ele se manifesta hoje nas redes sociais quando multidões opinam sobre todos os assuntos e, com isso, provocando atritos e até o chamado discurso do ódio.
Escreva um texto em que você exponha o melhor modo de se conduzir nesses debates. Para isso, considere que nem todos dominem um vasto repertório de conhecimento e que, portanto, a expressão de crenças é o que parece valer mais. Você aceita que, no fim das contas, vale o pensamento de Guimarães Rosa de que " Pães ou pãos, tudo é questão de opiniães". Todos têm o direito de expor? Só os mais cultos? Como lidar com isso, mantendo a postura de respeito ao outro?
Instruções:
1. Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da norma padrão da língua portuguesa.
2. A redação deverá ter entre 25 e 30 linhas.
3. Dê um título a sua redação.
Nós, brasileiros, temos uma péssima educação argumentativa: confundimos discussão com briga, e vemos as críticas como inveja, falta de amizade, falta de amor etc. Pior ainda: quando começa uma discussão, muitas vezes vem o seguinte: ‘tenho o direito de ter minha opinião’, seja sobre o criacionismo, o governo, a política ou a pena de morte. Claro que todos têm o direito de manter sua opinião, mas opinião não é argumento. A democracia também é feita de opiniões - ninguém precisa argumentar para votar no candidato que preferir, basta manifestar sua opinião nas urnas. Mas, quando o candidato quer nos convencer, ou quando queremos convencer os outros sobre nossa posição política, nossa crenças não bastam. Fora esta falácia estrutural tremenda, que revela que a pessoa sequer sabe o que é um argumento, algumas das falácias mais comuns são:
Ad Hominem: quando se ataca a
pessoa, não o argumento. Por exemplo: “o médico me recomendou parar de fumar.
Mas ele fuma!”
Falso dilema: quando se exageram os dois lados de uma questão, não deixando lugar para nuances ou meio-termo. Por exemplo: “você é a favor do aborto? Então você apoia o assassinato de crianças”.
Post hoc ergo propter hoc: ou seja, “depois disso, portanto por causa disso”. Por exemplo: “Hitler era vegetariano, e veja no que deu'”. Inverter o ônus da prova: Por exemplo: "claro que OVNIs existem. Prove o contrário'.'
Falsa analogia: por exemplo, tentar comparar casamento homossexual com legalização da pedofilia.
***
Por que tanta gente recorre às falácias?
WALTER CARNIELLI - Há centenas de falácias conhecidas e estudadas, mas a lista é potencialmente infinita. Há falácias lógicas, falácias estruturais, falácias de analogia, falácias emocionais, etc. Uma falácia é um mau argumento que não pode ser reparado. As pessoas gostam das falácias com rótulos em latim, que soam poderosas, e supostamente são usadas por advogados, ou podem ser usadas para impressionar o oponente. Link para matéria: https://www.nexojornal.com.br/expresso/2016/12/27/Por-que-%E2%80%98opini%C3%A3o-n%C3%A3o-%C3%A9-argumento%E2%80%99-segundo-este-professor-de-l%C3%B3gica-da-Unicamp
Falso dilema: quando se exageram os dois lados de uma questão, não deixando lugar para nuances ou meio-termo. Por exemplo: “você é a favor do aborto? Então você apoia o assassinato de crianças”.
Post hoc ergo propter hoc: ou seja, “depois disso, portanto por causa disso”. Por exemplo: “Hitler era vegetariano, e veja no que deu'”. Inverter o ônus da prova: Por exemplo: "claro que OVNIs existem. Prove o contrário'.'
Falsa analogia: por exemplo, tentar comparar casamento homossexual com legalização da pedofilia.
***
Por que tanta gente recorre às falácias?
WALTER CARNIELLI - Há centenas de falácias conhecidas e estudadas, mas a lista é potencialmente infinita. Há falácias lógicas, falácias estruturais, falácias de analogia, falácias emocionais, etc. Uma falácia é um mau argumento que não pode ser reparado. As pessoas gostam das falácias com rótulos em latim, que soam poderosas, e supostamente são usadas por advogados, ou podem ser usadas para impressionar o oponente. Link para matéria: https://www.nexojornal.com.br/expresso/2016/12/27/Por-que-%E2%80%98opini%C3%A3o-n%C3%A3o-%C3%A9-argumento%E2%80%99-segundo-este-professor-de-l%C3%B3gica-da-Unicamp
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Aceitar uma opinião diferente da sua
não significa ser obrigado a concordar com ela, não. É só aceitar que ela
existe. Concordar que discordamos. Deixar o outro pensar como quiser e não
perder tempo tentando convencê-lo a pensar como nós. Isso é estupidez,
prima-irmã da intolerância e de todo mal que se arrasta por aí. Se aquilo que o
outro pensa é mesmo tão inadmissível, afaste-se e não se fala mais nisso.
Meu velho pai e eu discordamos em
tudo. Assim é desde sempre. Nossas ideias divergem e se contrapõem. Mas hoje,
com o tempo e a distância, ele e eu desistimos de convencer um ao outro sobre
qualquer coisa. Ficou mais fácil. Até o início da minha vida adulta, quando
vivíamos na mesma casa, era difícil. Nossas divergências nos faziam muito
infelizes. Mas aí passou. Amo meu pai, ele decerto me ama e nós aprendemos a
concordar um com o outro só quando queremos.
Rejeitar opiniões alheias é um
direito nosso. Eu, você e todo mundo podemos fazê-lo sem que nos acusem de
arrogância, falta de escuta e essas coisas. Agora, se decidirmos aceitá-las,
nem por isso precisamos mudar o que pensamos. Aceitar que o outro pense
diferente de mim é bem diferente de concordar com o que ele pensa.
Pior do que não saber é pensar que sabe! Cresce o número dos que, nada
tendo lido ou estudado sobre um assunto técnico ou científico, discutem a
respeito com a intransigência própria de quem desconhece sua limitação. Que
saudade do tempo em que, quem mais sabia, declarava como Sócrates: “Apenas sei
que nada sei!”. Só quem muito sabe é capaz de perceber o quanto há ainda por
aprofundar. Só quem respeita o conhecimento se coloca com humildade frente ao
saber e à pesquisa.
Não há dúvida, por outro lado, que
ignorar um assunto não torna ninguém inferior a quem o conhece. Mas é inegável
também que quem discute obstinadamente o que não estudou sofre, no
mínimo, uma grave consequência: torna impossível a si próprio
aprender — já que se considera douto no que ignora. E tal postura não é
privilégio de quem tem escassa formação, absolutamente. Há quem, por ter boa
formação em um campo, julga-se especialista em todos. E, para piorar, em tempos
de internet, cresce o número dos que se imbuem da ideia de que tudo é questão
de opinião. Destroem assim, em minutos, horas de pesquisa de jornalismo
investigativo, por exemplo; ou anos de estudos de cientistas que buscam respostas
ao que aflige o homem. Panorama triste esse que chamo de era do achismo: todos
opinam e sabem tudo.
Não por acaso, estava eu num táxi
quando o motorista, olhando o céu carregado de nuvens, me perguntou: “Sabe por
que é que em certos lugares há enchentes e, em outros, não cai gota d'água?” Distraída,
balbuciei algo sobre desmatamento, para só então perceber que a pergunta era
pretexto para que me explanasse sua teoria. E, como quem conta um segredo,
perguntou-me se sabia que o nosso planeta azul se move. Confirmei. E ele,
orgulhoso: “É! A Terra vai indo para cá, para lá, até que para num lugar que
tem muita nuvem — aí chove; quando para no que não tem, seca tudo! É, nem
sempre ela acerta”, completou, filosoficamente. Minha perplexidade,
interpretada como encantamento diante de tão notável teoria, levou-o à nova e
ainda mais minuciosa explicação, enquanto eu imaginava a Terra, volúvel
senhorita, passeando indecisa pelas galáxias, até que decide parar aqui ou
acolá, sem a mínima consideração conosco, infelizes terráqueos submetidos à sua
vontade, que nos conduz a secas excruciantes ou a enchentes avassaladoras.
Meus olhos arregalados convenceram-no a
indagar se eu sabia algo mais a respeito. Anuí, advertindo-o, porém, de que não
era uma versão coincidente e, de forma simples, tentei explicar os movimentos
da Terra, ressaltando que não era “minha teoria”, e sim estudo comprovado. “Sou
mais a minha!”, disse, com total convicção, quando terminei. Silenciei. Afinal,
como competir com o sonho? E para quê, se tudo são opiniões?
Cheguei ao aeroporto convicta de que me
deparara com outra consequência funesta da crise da qualidade em educação: a
morte do pensamento científico.
Tania Zagury é filósofa e
escritorahttps://oglobo.globo.com/opiniao/a-era-do-achismo-20979356
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A formação da crença
Os estudos dos Psicólogos indicam a formação das crenças e a relação entre crenças e ações. As crenças se formam a partir de várias maneiras:
- Tendemos a interiorizar as crenças das pessoas ao nosso redor, durante a infância. Albert Einstein é frequentemente citado como tendo dito que "O senso comum é a coleção de preconceitos adquiridos por dezoito anos."[9] A maioria das pessoas acreditam na religião ensinada e vivida na infância.[10]
- As pessoas podem adotar as crenças de um líder carismático, mesmo que essas crenças desapareçam, em face de todas as crenças anteriores e produzam ações que não são claramente de próprio interesse.[11] A crença é voluntaria? Indivíduos racionais precisam conciliar sua realidade direta com qualquer dita crença e, portanto, se a crença não está presente ou possível, isso reflete o fato de que as contradições eram necessariamente superadas, usando dissonância cognitiva.
- A propaganda pode formar ou mudar as crenças através da repetição, choque e associação com imagens de sexo, amor, beleza e outras fortes emoções positivas.[12]
- Trauma físico, especialmente na cabeça, pode alterar radicalmente as crenças de uma pessoa.[13]
No entanto, mesmo as pessoas mais educadas e conscientes do processo pelo qual as crenças se formam, ainda se agarram firmemente às suas crenças e agem de acordo com essas crenças, mesmo contra seu próprio interesse. Na Teoria da Liderança de Anna Rowley, ela afirma: "Você quer que suas crenças mudem. É a prova de que você está mantendo os olhos abertos, vivendo plenamente e aceitando tudo o que o mundo e as pessoas ao seu redor podem lhe ensinar." Isso significa que as crenças dos povos devem evoluir à medida que ganham novas experiências.https://pt.wikipedia.org/wiki/Cren%C3%A7a

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