TEMA: PAGAMENTO DO ENSINO PÚBLICO
Compare essas duas visões divergentes e redija uma dissertação em prosa, na qual você discutirá os argumentos
levantados nos dois textos e exporá sua análise pessoal da questão de que tratam.
’Sei que vou mexer com uma caixa de marimbondos. Mas fazer o quê? Ficar
calado, sentindo-se sufocado por uma realidade que me incomoda? Não, prefiro
enfrentar os marimbondos de fogo.
Sou TOTALMENTE favorável ao ensino universitário pago. Não acho justo que os jovens de classe média-alta estudem de graça, consumindo dinheiro público que poderia ser destinado a jovens carentes, igualando a disputa que hoje é desigual. O filho do rico não precisa trabalhar, pode frequentar caros cursinhos e tem muito mais chances de passar nos vestibulares que os pobres que trabalham à noite, dormem pouco e ainda enfrentam um rotina diária que começa de madrugada, quando os filhinhos de papai ainda voltam das baladas.
Se falta dinheiro, o governo tem que otimizar o seu uso, para atender mais cidadãos’’. Hugo Werneck
Sou TOTALMENTE favorável ao ensino universitário pago. Não acho justo que os jovens de classe média-alta estudem de graça, consumindo dinheiro público que poderia ser destinado a jovens carentes, igualando a disputa que hoje é desigual. O filho do rico não precisa trabalhar, pode frequentar caros cursinhos e tem muito mais chances de passar nos vestibulares que os pobres que trabalham à noite, dormem pouco e ainda enfrentam um rotina diária que começa de madrugada, quando os filhinhos de papai ainda voltam das baladas.
Se falta dinheiro, o governo tem que otimizar o seu uso, para atender mais cidadãos’’. Hugo Werneck
''Estabelecer a cobrança de mensalidades é ir na contramão de todos os
esforços feitos pelas universidades públicas nos últimos anos de diminuir as
desigualdades e dar acesso a uma parte da população que teria muita dificuldade
de ingressar na universidade pública sem essas políticas. População esta que,
ao ser implantada a cobrança de mensalidade, será, na sua grande maioria,
ceifada do acesso ao ensino superior público e de qualidade. Hoje, temos
políticas de ações afirmativas em que ocorre a reserva de vagas, que é uma das
medidas para se combater desigualdades históricas e representa os esforços
existentes das universidades para a democratização do acesso. Conforme a Lei nº
12.711, de 2012, que dispõe sobre o ingresso nas universidades federais, o processo
seletivo para ingresso nas universidades públicas deve reservar 50% das vagas
para alunos oriundos de escola pública, sendo que 25% para estudantes cuja
família tenha renda igual ou inferior a 1,5 salário mínimo mensal por pessoa.
Por que então não defendemos as cotas, em vez do ensino pago? Claro que apenas
ter a política de cotas não basta, pois ela permite a garantia do acesso e não
da permanência, mas é um avanço significativo para a redução das desigualdades.
Acreditar na retórica proferida pelos defensores da cobrança de
mensalidade nas universidades públicas de que quem tem condições financeiras
paga e quem não tem terá acesso a bolsa de estudos é acreditar em uma falácia,
na medida em que temos hoje uma política de ajuste fiscal que leva ao desmonte
da universidade pública de qualidade.
Pensar em cobrar mensalidade em universidades públicas é inaceitável em
um país de tamanha desigualdade, é elitizar cada vez mais o acesso à educação
superior pública e de qualidade, é permanecer com uma sociedade injusta e
desigual, é reafirmar que o Ensino Superior deve ser destinado a uma classe
privilegiada da sociedade. No momento atual, em que se implementa de forma
brutal o Estado mínimo, reduzindo o investimento público em direitos sociais a
qualquer custo, implementar a cobrança de mensalidades é acabar com uma das
poucas possibilidades de mobilidade social, de elevação do nível de
escolaridade e conhecimento da população.https://gauchazh.clicrbs.com.br/opiniao/noticia/2017/08/universidade-publica-e-gratuita-9879754.html
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