PROPOSTA
Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva uma dissertação, empregando a norma- padrão da língua portuguesa, sobre o tema: o pessimismo do brasileiro também é vetor da crise sócio-econômica do País?
Segundo o dicionário Aurélio[1], em sua versão eletrônica, pessimismo é a "disposição de espírito que leva o indivíduo a encarar tudo pelo lado negativo, a esperar de tudo o pior". No âmbito filosófico, segundo a mesma fonte, refere-se a um "caráter das doutrinas metafísicas ou morais que afirmam a supremacia do mal sobre o bem e costumam levar à adoção de uma atitude geral de escapismo, imobilismo ou conformismo, quer seja o mal considerado a privação dos meios de conservação da vida (alimentação, abrigo etc.), quer seja considerado a privação dos meios de expansão e desenvolvimento espiritual."
O dicionário Houaiss, por sua vez, caracteriza o pessimismo filosófico como "caráter de doutrina metafísica ou moral segundo a qual os aspectos maus ou negativos da existência superam os bons ou positivos, concepção que teve uma de suas expressões mais radicais no pensamento do filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860) e em seus seguidores".https://pt.wikipedia.org/wiki/Pessimismo
Os brasileiros estão inseguros em relação aos próximos meses,
não só em relação à sua situação pessoal, mas à situação do país, diante do
atual panorama político e econômico, revela a pesquisa inédita O Consumidor Brasileiro e a Crise -
Perspectiva de Futuro, divulgada hoje (1º) pelo Instituto
Locomotiva.
De acordo com o levantamento,
feito entre os dias 10 e 15 de julho com 1.421 brasileiros acima de 16 anos de
idade em 50 cidades de todo o país, 69% dos entrevistados manifestaram
preocupação com a possibilidade de perder o padrão de vida e 71% afirmaram que
pretendem consumir menos. “Esse é o impacto direto na economia”, disse o
presidente do instituto, Renato Meirelles.
Enquanto 51% dos brasileiros disseram
estar satisfeitos com sua própria vida na esfera privada, apenas 4% externaram
satisfação com o Brasil, em geral, na esfera pública e 25% dos consultados
estão satisfeitos com a própria renda.
Segundo Meirelles, essa
insatisfação tem origem no medo e no pessimismo com relação ao futuro, o que
faz com que o brasileiro passe a pensar muito mais antes de comprar um bem
durável parcelado, por exemplo. “No cenário que soma crise econômica com crise
política, o brasileiro não consegue ver luz no fim do túnel”.
Impacto na economia
A consequência do medo e da
falta de perspectiva que a vida vai melhorar é que os pessimistas consomem
menos que os otimistas, constatou a pesquisa. Os pessimistas compram menos 21%
em supermercados que os otimistas, menos 14% móveis e menos 18% produtos
eletroeletrônicos, mostra a sondagem.
A pesquisa revela ainda que há
um ciclo vicioso do pessimismo que impacta na economia real. “Eles
[consumidores] compram menos, as empresas contratam menos gente e piora a
economia”. Meirelles disse que o pessimismo que o brasileiro apresenta em
relação ao futuro próximo do país e a insatisfação com relação à própria vida e
à esfera pública fazem com que “esse fundo do poço pareça não ter fim”.
Para romper esse ciclo, os
consumidores estão procurando empresas que se coloquem como suas parceiras
nesse momento. Ou seja, empresas que não falem apenas de preço, mas que
ofereçam produtos de maior qualidade a um preço justo. “Empresas, por exemplo,
que consigam qualificá-lo para o mercado de trabalho”, disse o presidente do
instituto.(...).
A pesquisa, intitulada "O
sistema está quebrado?", revela que para 57% dos entrevistados o
modelo faliu e que mais da metade da população mundial acredita que seus país
está em declínio. O levantamento também consultou os entrevistados sobre benefícios
da globalização, descrença em relação ao futuro, confiança nos políticos e
comparação entre gerações. A enquete, que tem margem de erro de 3,5 pontos
percentuais, ouviu 16.096 pessoas de 18 a 64 anos nos Estados Unidos e no
Canadá e de 16 a 64 anos nos demais países: África do Sul, Alemanha, Argentina,
Austrália, Bélgica, Brasil, Coreia do Sul, Espanha, França, Grã-Bretanha,
Hungria, Índia, Israel, Itália, Japão, México, Peru, Polônia, Suécia e Turquia.
Para Danilo Cersosimo, diretor da
Ipso Public Affairs, o brasileiro já vem demonstrando desconfiança em relação
ao futuro do Brasil há pelo menos dois anos, quando a crise econômica e o
desemprego ganharam mais força e inflação corroeu o poder de compra.
"Em paralelo isso foi
acontecendo enquanto a Lava Jato expunha as entranhas da corrupção no
governo, demonstrando como isso está disseminado em relação a partidos e
políticos. Em outras pesquisas da Ipsos a gente vem monitorando a aversão do
brasileiro em relação a partidos e políticos. Cerca de 80% dos brasileiros não
confiam em partidos e em políticos. Isso tudo, na verdade, é uma grande
desconfiança em relação aos nossos líderes e as nossas instituições",
diz o diretor da Ipsos. (...)
"Se você olha para esses países
que tem maior disposição a líderes fora da política tradicional, eles têm
vivido com questões mais extremas, caso da França, com a imigração, e Israel
com a questão histórica com a Palestina. São atritos muito mais profundos do
que meramente uma crise econômica", diz Cersosimo.
Com relação à percepção da
globalização, a pesquisa da Ipso aponta que o Brasil está no meio desse
ranking: 44% dos entrevistados acreditam que o fenômeno é mais positivo do que
negativo. (...)
No
caso do Brasil, nós já estivemos mais otimistas com o futuro. Há 10 anos o
brasileiro via o futuro mais otimista e por conta disso acredita que seus
filhos terão uma perspectiva pior, mas essas coisas podem mudar conforme o
contexto vai mudando", diz o diretor da Ipsos. https://br.sputniknews.com/brasil/201701257515514-pesquisa-otimismo-politicos-economia-geracoes-globalizacao-desencanto/
Nenhum pessimista descobriu jamais o
segredo das estrelas, ou navegou numa terra desconhecida, ou abriu uma nova
porta para o espírito humano. Helen Keller, Fonte: o citador
''O Pessimismo é uma teoria bem consoladora para os
que sofrem, porque desindividualiza o sofrimento, alarga-o até o tornar uma lei
universal, a lei própria da Vida; portanto lhe tira o carácter pungente de uma
injustiça especial, cometida contra o sofredor por um Destino inimigo e
faccioso! Realmente o nosso mal sobretudo nos amarga quando contemplamos ou
imaginamos o bem do nosso vizinho - porque nos sentimos escolhidos e destacados
para a Infelicidade, podendo, como ele, ter nascido para a Fortuna. Quem se
queixaria de ser coxo - se toda a humanidade coxeasse? E quais não seriam os
urros, e a furiosa revolta do homem envolto na neve e friagem e borrasca de um
Inverno especial, organizado nos céus para o envolver a ele unicamente -
enquanto em redor toda a humanidade se movesse na benignidade de uma Primavera?
(...) O Pessimismo é excelente para os Inertes, porque lhes atenua o
desgracioso delito da Inércia. Eça de Queirós, in 'A Cidade e as Serras'''
***
Fiquei impressionado com o que relatou Charles Darwin a respeito de nossa querida gente quando passou por aqui: “Os brasileiros, até onde posso julgar, possuem apenas uma pequena fração daquelas qualidades que conferem dignidade à humanidade. Ignorantes, covardes e indolentes ao extremo. Hospitaleiros e bem-intencionados até onde isso não lhes causa qualquer problema. Moderados, vingativos, mas não briguentos (…). Não é preciso muita fisionomia para ver plenamente estampados em seu rosto a dissimulação perseverante, a sensualidade e o o orgulho.” (Rodrigo Constantino, Brasileiro é otário?: o alto custo de nossa malandragem. 1ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2016, p. 12). Tal impressão é duro de se ler, ainda mais quando tendo partido de um cientista e de uma pessoa influente como ele.
Fiquei impressionado com o que relatou Charles Darwin a respeito de nossa querida gente quando passou por aqui: “Os brasileiros, até onde posso julgar, possuem apenas uma pequena fração daquelas qualidades que conferem dignidade à humanidade. Ignorantes, covardes e indolentes ao extremo. Hospitaleiros e bem-intencionados até onde isso não lhes causa qualquer problema. Moderados, vingativos, mas não briguentos (…). Não é preciso muita fisionomia para ver plenamente estampados em seu rosto a dissimulação perseverante, a sensualidade e o o orgulho.” (Rodrigo Constantino, Brasileiro é otário?: o alto custo de nossa malandragem. 1ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2016, p. 12). Tal impressão é duro de se ler, ainda mais quando tendo partido de um cientista e de uma pessoa influente como ele.
Somos obrigados e ficar no comodismo ou a mudança parte de uma escolha pessoal? Nossa imagem é apenas o reflexo num espelho quebrado, que só reflete um certo contentamento aviltado, um certo narcisismo revertido e dissimulado, aliado a um paternalismo de desgraça que retroalimenta tudo isso?


Comentários
Postar um comentário